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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Novo amor

Vou começar um série de recolhas, de material publicado por músicos portugueses e brasileiros, tentando provar que juntos poder-se-á produzir coisas maravilhosas, como esta entre António Zambujo e Roberta Sá


A luz apaga porque já raiou o dia
E a fantasia vai voltar pro barracão
Outra ilusão desaparece quarta-feira
Queira ou não queira terminou o carnaval.
Mas não faz mal, não é o fim da batucada
E a madrugada vem trazer meu novo amor
Bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro
Come o couro no terreiro porque o choro começou.

A gente ri
A gente chora
E joga fora o que passou
A gente ri
A gente chora
E comemora o novo amor.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sangrando

Gonzaguinha era filho do também cantor e compositor Luiz Gonzaga do Nascimento e de Odaleia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil, que morreu de tuberculose ,aos 46 anos. Acabou sendo criado pelos padrinhos Dina e Xavier.

Após uma apresentação em Pato Branco, no Paraná, Gonzaguinha morreu aos 45 anos vítima de um acidente automobilístico às 07:30h do dia 29 de abril de 1991, entre as cidades de Renascença e Marmeleiro, enquanto dirigia o automóvel rumo a Francisco Beltrão. Este trágico acidente encerrou de forma repentina a sua brilhante carreira.

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando
Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando
Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo
Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção
E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar
Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Talento e formosura

Edmundo Otávio Ferreira, instrumentista e tocador de requinta, nasceu em 1870 no Rio de Janeiro e faleceu em 1920, na mesma cidade. Foi aluno do Arsenal de Guerra. Serviu no Corpo de Bombeiros.

Sua obra mais famosa, foi o chótis Talento e formosura, que recebeu versos de Catulo da Paixão Cearense,


Tu podes bem guardar os dons da formosura
Que o tempo, um dia, há de implacável trucidar
Tu podes bem viver ufana de ventura
Que a natureza, cegamente, quis te dar

Prossegue embora em flóreas sendas sempre ovante
De glórias cheia no teu sólio triunfante
Que antes que a morte vibre em ti funéreo golpe seu
A natureza irá roubando o que te deu

E quanto a mim, irei cantando o meu ideal de amor
Que é sempre novo no viçor da primavera
Na lira austera em que o Senhor me fez tão destro
Será meu estro só do que for imortal

Tu podes bem sorrir das minhas desventuras
Pertenço à dor e gosto até de assim penar
Eu tenho n'alma um grande cofre de amarguras
Que é o meu tesouro e que ninguém pode roubar

Pois quando a dor me vem pedir alguma esmola
Eu lhe descerro as portas d'alma que a consola
E dou-lhe as lágrimas que vão lhe mitigar o ardor
Que a inspiração dos versos meus só devo à dor

Descantarei na minha lira as obras-primas do Criador
Uma color da flor desabrochando à luz do luar
O incenso d'água é que nos olhos faz a mágoa rutilar
Nuns olhos onde o amor tem seu altar

E o verde mar que se debruça n'alva areia a espumejar
E a noite que soluça e faz a lua soluçar
E a estrela d'alva e a estrela Vésper languescente
Bastam somente para os bardos inspirar

Mas quando a morte conduzir-te à sepultura
O teu supremo orgulho em pó reduzirá
E após a morte profanar-te a formosura
Dos teus encantos mais ninguém se lembrará

Mas quando Deus fechar meus olhos sonhadores
Serei lembrado pelos bardos trovadores
Que os versos meus hão de na lira em magos tons gemer
E eu, morto embora, nas canções hei de viver


domingo, 17 de outubro de 2010

Amplidão


Deixa eu te guardar, a casa é sua
Faz em mim teu lar, me reconstrua
Queira me habitar onde eu me escondo
Faz deste lugar só seu no mundo

Eu quero ser onde você sossega a alma
E chora e ri
E encontra a calma pra sonhar, sem dormir
Vem acender as luzes que iluminam o meu coração
Vem ter comigo sua parte da amplidão
De minha parte, eu estou aqui...

Eu quero ser onde você sossega a alma
E chora e ri
E encontra a calma pra sonhar, sem dormir
Vem acender as luzes que iluminam o meu coração
Vem ter comigo sua parte da amplidão
De minha parte, eu estou aqui... aqui...



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lua nha feiticeira


Cesária Évora, também conhecida como «a diva dos pés descalços», é a cantora cabo-verdiana de maior reconhecimento internacional de toda história da música popular. O gênero musical com o qual ela é maioritariamente relacionada é a "morna", por isso também recebe o apelido de "Rainha da morna"


Bô ka ta pensâ
nha kretxeu
Nen bô ka t'imajiâ,
o k'lonj di bó m ten sofridu.
.
Perguntâ
lua na séu
lua nha kompanhêra
di solidão.
Lua vagabunda di ispasu
ki ta konxê tud d'nha vida,
nha disventura,
El ê k' ta konta-bu
nha kretxeu
tud k'um ten sofridu
na ausênsia
y na distânsia.
.

Mundu, bô ten roladu ku mi
num jogu di kabra-séga,
sempri ta persigi-m,
Pa kada volta ki mundu da
el ta traze-m un dor
pa m txiga más pa Déuz

Mundu, bô ten roladu ku mi
num jogu di kabra-séga,
sempri ta persigi-m,
Pa kada volta ki mundu da
el ta traze-m un dor
pa m txiga más pa Déuz

Bô ka ta pensâ
nha kretxeu
Nen bô ka t'imajiâ,
o k'lonj di bó m ten sofridu.
.
Perguntâ
lua na séu
lua nha kompanhêra
di solidão.
Lua vagabunda di ispasu
ki ta konxê tud d'nha vida,
nha disventura,
El ê k' ta konta-bu
nha kretxeu
tud k'um ten sofridu
na ausênsia
y na distânsia.
.

Mundu, bô ten roladu ku mi
num jogu di kabra-séga,
sempri ta persigi-m,
Pa kada volta ki mundu da
el ta traze-m un dor
pa m txiga más pa Déuz

Mundu, bô ten roladu ku mi
num jogu di kabra-séga,
sempri ta persigi-m,
Pa kada volta ki mundu da
el ta traze-m un dor
pa m txiga más pa Déuz



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Alguém me disse


Em 1960, Anísio Silva lança o grande sucesso de sua carreira, o bolero Alguém me Disse

Alguém me disse que tu andas novamente
De novo amor, nova paixão toda contente
Conheço bem tuas promessas
Outra ouvi iguais a essa
Esse teu jeito de enganar conheço bem.

Pouco me importa que tu beijes tantas vezes
E que tu mudes de paixão todos os meses
Se vai beijar como eu bem sei
Fazer sonhar como eu sonhei
Mas sem ter nunca amor igual ao que eu te dei

sábado, 11 de setembro de 2010

Ontem


Ontem
Revirando uma gaveta de repente
Dei de cara com a saudade em minha frente
Era uma fotografia, de perfil você me olhava
Pois é
Parecia já que adivinhava
Que não mais daria certo o nosso amor
Parecia que já presentia a dor
Pois no verso uma dedicatória, tráz
Que eu lhe tenha na memória
Sempre mais
A foto amarelou

E aquele amor que o tempo engavetou
Ao lado de um sachê me trouxe até você

O filme que passou
Espero que você seja feliz, como eu sou
O filme que passou
Feliz mais sem você
Só hoje é que eu pude entender

domingo, 29 de agosto de 2010

Joaquim Callado


Joaquim Antônio da Silva Callado, flautista e compositor, nasceu em 11 de Julho de 1848 no Rio de Janeiro e faleceu em 20 de Março de 1880. É considerado o pai dos chorões e foi o mais popular músico do Rio de Janeiro imperial.

Aqui com a interpretação de Maria Martha pode ouvir-se Flor amoroso

Flor amorosa, compassiva, sensitiva, vem porque
É uma rosa orgulhosa, presunçosa, tão vaidosa
Pois olha a rosa tem prazer em ser beijada, é flor, é flor
Oh, dei-te um beijo, mas perdoa, foi à toa, meu amor
Em uma taça perfumada de coral

Um beijo dar não vejo mal
É um sinal de que por ti me apaixonei

Talvez em sonhos foi que te beijei
Se tu pudesses extirpar dos lábios meus
Um beijo teu tira-o por Deus
Vê se me arrancas esse odor de resedá

Sangra-me a boca, é um favor, vem cá
Não deves mais fazer questão
Já perdi, queres mais, toma o coração
Ah, tem dó dos meus ais, perdão
Sim ou não, sim ou não
Olha que eu estou ajoelhado

A te beijar, a te oscular os pés

Sob os teus, sob os teus olhos tão cruéis
Se tu não me quiseres perdoar
Beijo algum em mais ninguém eu hei de dar
Se ontem beijavas um jasmim do teu jardim

A mim, a mim
Oh, por que juras mil torturas
Mil agruras, por que juras?
Meu coração delito algum por te beijar não vê, não vê
Só por um beijo, um gracejo, tanto pejo
Mas por quê?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Chiquinha Gonzaga


Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges Neves Gonzaga), compositora e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro em 17/10/1847 e faleceu em 28/02/1935. Filha bastarda do marechal-de-campo José Basileu Neves Gonzaga e de Rosa Maria, mulata e mãe solteira, nasceu na Rua do Príncipe e estudou piano com o maestro Lobo. Aos 11 anos compôs sua primeira música, uma cantiga de Natal, “Canção dos Pastores”.


Cada nova música sua era um êxito seguro. Vale lembrar até como bom exemplo uma certa canção que apresentou numa revista de Luis Peixoto e Carlos Bittencourt chamada “Forrobodó”, e que foi a canção marcante de uma peça em que dezenas de outras músicas se destacavam de modo especial. Mas a que perdurou por anos e anos foi a “Lua Branca” de Chiquinha Gonzaga

Uma interpretação espetacular de Maria Bethania.


Ó lua branca de fulgores e de encanto,

Se é verdade que ao amor tu dás abrigo

vem tirar dos olhos meus, o pranto

Ai vem matar essa paixão que anda comigo,

Ai! Por quem és, desce do céu, ó lua branca

Essa amargura do meu peito, ó vem e arranca

Dá-me o luar da tua compaixão

Ó vem, por Deus, iluminar meu coração.


E quantas vezes lá no céu me aparecias

A brilhar em noite calma e constelada,

A sua luz então me surpreendia

Ajoelhado junto aos pés da minha amada


Ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo

Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo...

Ela partiu, me abandonou assim

Ó lua branca, por quem és, tem dó de mim!..

terça-feira, 27 de julho de 2010

Castro Alves


Castro Alves (Antônio de Castro Alves), poeta, nasceu em Muritiba (BA) em 14/03/1847 e faleceu em Salvador (BA), em 06/07/1871.

Nasceu na fazenda de Cabeceiras da então freguesia de Muritiba. Poeta romântico, teve alguns de seus poemas musicados,

A paixão concreta e ardente pela atriz portuguesa Eugênia Câmara influenciou o poeta em sua visão poética do amor.

Essa visão pode ser classificada não só como sentimental, mas também como sensual, entendida como uma poesia que apela aos sentidos (sensorial). É desse período o poema O Gondoleiro do Amor, em que a descrição da amada é carregada de uma sensualidade sem precedentes no Romantismo brasileiro.

Inspirado por Eugênia, Castro Alves escreveu seus mais belos poemas de esperança, euforia, desespero e saudade, como É Tarde. Pela primeira vez, a poesia é motivada pela paixão e pelo envolvimento amoroso, e a dor não se traduz em lamentos e queixas. Seu sentimentalismo amoroso é maduro, adulto e se realiza em sua plenitude carnal e emocional.

Gondoleiro do Amor" Vicente Celestino

música de Salvador Fábregas

Teus olhos são negros, negros, como as noites sem luar ... / São ardentes, são profundos, como o negrume do mar... / Sobre o barco dos amores, da vida boiando à flor, / doiram teus olhos a fronte do Gondoleiro do amor...
Tua voz é a cavatina dos palácios do Sorrento. / Quando a praia beija a vaga, / quando a vaga beija o vento. / E como em noites de Itália, ama um canto o pescador / Bebe a harmonia em teus cantos o Gondoleiro do Amor.
Teu amor na treva é um astro, no silêncio, uma canção / É brisa nas calmarias, é abrigo no tufão / Por isso eu te amo, querida, quer no prazer, quer na dor. / Rosa! Canto! Sombra! Estrela! do Gondoleiro do Amor.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Carlos Gomes


Carlos Gomes ficou reconhecido internacionalmente como compositor de óperas. O que pouca gente sabe é que ele compôs a partir de um universo bastante diversificado, bem próprio de seu estilo, influências e contexto histórico. No seu repertório encontramos música sacra, modinhas, cantatas e operetas.

Quando ouvimos suas modinhas nos lembramos de sua origem das festas de salões em volta do piano, dos saraus -musicais tão frequentes no Rio e São Paulo do século XIX.

Esta Quem sabe ? é de 1859 aqui cantada por Aginaldo Timóteo

Tão longe de mim distante
Onde irá, onde irá teu pensamento
-----------------------------------------------------------------
Tão longe de mim distante
Onde irá, onde irá teu pensamento
---
Quisera, saber agora
Quisera, saber agora
-------------
Se esqueceste, se esqueceste
Se esqueceste o juramento.
----------
Quem sabe se és constante
Se ainda é meu teu pensamento
-----------
Minh’alma toda devora
Dá saudade dá saudade agro tormento
---------
Tão longe de mim distante
Onde irá onde irá teu pensamento
-------------------------------------------------------------
Quisera saber agora
Se esqueceste se esqueceste o juramento.


sábado, 17 de julho de 2010

Anacleto Augusto de Medeiros(1ªParte)


Anacleto Augusto de Medeiros, compositor, regente e instrumentista. nasceu em Paquetá RJ em 13/7/1866 e faleceu em 14/8/1907.

Nascido na antiga Rua dos Muros, filho de uma escrava liberta, foi baptizado com o nome do santo do dia.

Aos nove anos ingressou na Companhia de Menores do Arsenal de Guerra (Rio de Janeiro RJ) e iniciou-se no aprendizado da música, tocando flautim na banda do Arsenal, dirigida por Antônio dos Santos Bocót.

Em 1884 entrou para a Imprensa Nacional (então Tipografia Nacional), como aprendiz de tipógrafo, e matriculou-se no Conservatório de Música, onde foi contemporâneo de Francisco Braga. Na Tipografia, organizou o Clube Musical Guttemberg, integrado por meninos operários. Quando se formou no Conservatório, em 1886, executava vários instrumentos de sopro, mas preferia o sax-soprano. Com alguns músicos da extinta banda de Paquetá, fundou a banda da Sociedade Recreio Musical Paquetaense, compondo para esse conjunto algumas obras sacras, executadas sobretudo em festas, nas igrejas da ilha.

(continua)


Autor e um dos precursores do choro, como de pode ver por este magnífico exemplo

Fonte-MPB cifra antiga

  • Yara
  • Interpretado pelo Bando do Chorão

Só encontrei esta versão amadora da Yara feita Rasga coração

Se tu queres ver a imensidão do céu e mar
Reflectindo a prismatização da luz solar
Rasga o coração, vem te debruçar
Sobre a vastidão do meu penar

Rasga-o, que hás de ver
Lá dentro a dor a soluçar
Sob o peso de uma cruz
De lágrimas chorar
Anjos a cantar preces divinais
Deus a ritmar seus pobres ais

Sorve todo o olor que anda a reacender
Pelas espinhosas florações do meu sofrer
Vê se podes ler nas suas pulsações
As brancas ilusões e o que ele diz no seu gemer
E que não pode a tia dizer nas palpitações
Ouve-o brandamente, docemente a palpitar
Casto e purpural num treno vesperal
Mais puro que uma cândida vestal

Hás de ouvir um hino
Só de flores a cantar
Sobre um mar de pétalas
De dores ondular
Doido a te chamar, anjo tutelar
Na ânsia de te ver ou de morrer

Anjo do perdão! Flor vem me abrir
Este coração na primavera desta dor
Ao reflorir mago sorrir nos rubros lábios teus
Verás minha paixão sorrindo a Deus

Palma lá do Empíreo
Que alentou Jesus na cruz

Lírio do martírio

Coração, hóstia de luz

Ai crepuscular, túmulo estelar
Rubra via-sacra do penar

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Fracasso


Relembro sem saudade o nosso amor
O nosso último beijo e último abraço
Porque só me ficou
Da históris triste deste amor
A história dolorosa de um fracasso.
Fracasso
Por te querer assim como eu quis
Fracasso
Por não poder fazer-te feliz
Fracasso por te amar
Como a nenhuma outra eu amei
Chorar o que já chorei
Fracasso eu sei.
Fracasso
Por compreender que devo esquecer
Fracasso
Por que já sei que não esquecerei
Fracasso, fracasso, fracasso
Fracasso afinal
Por te querer tanto bem
E me fazer tanto mal.


Cinco letras que choram-Adeus


Cantado por Francisco Alves um samba de 1947 de Silvino Neto


Adeus, adeus, adeus
Adeus
Adeus, adeus, adeus
Cinco letras que choram
Num soluço de dor
Adeus, adeus, adeus
É como o fim de uma estrada
Cortando a encruzilhada
Ponto final de um romance de amor
Quem parte tem os olhos rasos d'água
Sentindo a grande mágoa
Por se despedir de alguém
Quem fica, também fica chorando
Com um lenço acenando
Querendo partir também
Adeus, adeus, adeus
Adeus, adeus, adeus



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dá-me tuas maõs


Este é fox-canção de 1939 de Roberto Martins e Mário Lago cantado por Orlando Silva o cantor das multidões.

De 1935 a 1942, Orlando Silva foi o mais perfeito cantor popular do Brasil. E um dos mais perfeitos do mundo." Assim começa Ruy Castro a história de Orlando.

A sua carreira foi curta, durou apenas sete anos. Em 1940 algo afetou cruelmente a sua voz. Falou-se de bebida, drogas e de mulheres. Mas essas versões eram vagas e injustas.

Até a sua morte foi impossível apurar a verdade. Agora sabemos que a morfina foi a grande causadora do fim trágico de uma bela carreira.

Tudo começou com um acidente ocorrido em 1932 quando perdeu parte do pé ao cair de um bonde em movimento. Passou quatro meses internado no Souza Aguiar, com fortes dores, tomando morfina para poder suportar o sofrimento.


Porque tanta pressa
De chegar ao fim ?
Porque terminar
O nosso amor assim
Se eu não revelei
Tudo o que sonhei
E nem tu
Disseste tudo para mim.

Dá-me tuas mãos, por favor
Põe os teus olhos nos meus
Que eles dirão quanta dor
Vai me causar este adeus
Ficou tão triste o luar
Vendo acabar nosso amor
Dá-me, tuas mãos, por favor




terça-feira, 22 de junho de 2010

Where do I begin


Do filme "Love story" um filme de Arthur Hiller, com Ali MacGraw e Ryan O'Neal como protagonistas

Aqui a voz é de Andy Williams

Where do I begin
To tell the story of how great a love can be
The sweet love story that is older than the sea
The simple truth about the love she brings to me
Where do I start

With her first hello
She gave new meaning to this empty world of mine
There?d never be another love, another time
She came into my life and made the living fine
She fills my heart

She fills my heart with very special things
With angels? songs, with wild imaginings
She fills my soul with so much love
That anywhere I go I?m never lonely
With her around, who could be lonely
I reach for her hand-it?s always there

How long does it last
Can love be measured by the hours in a day
I have no answers now but this much I can say
I know I?ll need her till the stars all burn away
And she?ll be there

How long does it last
Can love be measured by the hours in a day
I have no answers now but this much I can say
I know I?ll need her till the stars all burn away
And she?ll be there


domingo, 20 de junho de 2010

Rain Drops keep falling on my head


Raindrops Keep Fallin 'on My Head" é uma canção escrita por Hal David e Burt Bacharach para o 1969 filme Butch Cassidy e Sundance Kid , ganhar um Oscar de Melhor Canção Original .

A versão de BJ Thomas foi o número um na Billboard Hot 100 gráfico nos Estados Unidos em Janeiro de 1970 por quatro semanas, o primeiro single número um da década de 1970.


Raindrops keep fallin' on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin' on the job
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me

Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me


It won't be long till happiness steps up to greet me

Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me


segunda-feira, 14 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

Falando de amor


Se eu pudesse por um dia
Esse amor essa alegria
Eu te juro te daria
Se pudesse esse amor todo dia

Chega perto Vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro-canção


Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor


Chora flauta chora pinho
Choro eu o teu cantor
Chora manso bem baixinho
Nesse choro falando de amor


Quando passas tão bonita
Nessa rua banhada de sol
Minha alma segue aflita
E eu me esqueço até do futebol

Vem depressa, vem sem medo
Foi pra ti meu coração
Que eu guardei esse segredo
Escondido num choro-canção
Lá no fundo do meu coração

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Agonia




Se fosse resolver iria te dizer
Foi minha agonia
Se eu tentasse entender, por mais que eu me esforçasse
Eu não conseguiria
E aqui no coração eu sei que vou morrer
Um pouco a cada dia
E sem que se perceba a gente se encontra
Prá uma outra folia

Eu vou pensar que é festa, vou dançar, cantar
É minha garantia
E vou contagiar diversos corações com minha euforia
E a amargura e o tempo vão deixar meu corpo
Minha alma vazia
E sem que se perceba a gente se encontra
Prá uma outra folia


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Rosalinda

Rosalinda, se tu fores à praia, se tu fores ver o mar,
cuidado não te descaia o teu pé de catraia em óleo sujo à beira-mar,
cuidado não te descaia o teu pé de catraia em óleo sujo à beira-mar.
A branca areia de ontem está cheínha de alcatrão.
As dunas de vento batidas são de plástico e carvão,
e cheiram mal como avenidas, vieram para aqui fugidas a lama, a putrefacção.
As aves já voam feridas, e outras caem ao chão.
Mas na verdade, Rosalinda, nas fábricas que ali vês
o operário respira ainda, envenenado, a desmaiar, o que mais há desta aridez.
Pois os que mandam no mundo só vivem querendo ganhar,
mesmo matando aquele que morrendo vive a trabalhar.
Tem cuidado, Rosalinda, se tu fores à praia, se tu fores ver o mar,
cuidado não te descaia o teu pé de catraia em óleo sujo à beira-mar,
cuidado não te descaia o teu pé de catraia em óleo sujo à beira-mar.
E em Ferrel, lá para Peniche, vão fazer uma Central
que para alguns é nuclear, mas para muitos é mortal.
Os peixes hão-de vir à mão, um doente, outro sem vida, não tem vida o pescador.
Morre o sável e o salmão, "Isto é civilização", assim falou um senhor.
Tem cuidado, Rosalinda, se tu fores à praia, se tu fores ver o mar,
cuidado não te descaia o teu pé de catraia em óleo sujo à beira-mar,
cuidado não te descaia o teu pé de catraia em óleo sujo à beira-mar.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eu preciso de você

Eu preciso de você porque tudo que eu pensei
que pudesse desfrutar da vida, sem você, não sei
meu amanhecer é lindo se você comigo está
tudo é muito mais bonito num sorriso que você me dá

Eu não vivo sem você porque tudo que eu andei..
procurando pela vida, agora eu sei
que andei sabendo que em algum lugar te encontraria
pois você já era minha, e eu sabia

Como a abelha necessita de uma flor
eu preciso de você e desse amor
como a terra necessita o sol e a chuva, eu te preciso
e não vivo um só minuto sem você

Eu preciso de você porque em toda minha vida
nem por uma vez amei alguém assim
você é tudo, é muito mais do que eu sonhei pra mim
e é por isso que eu preciso de você...

Eu sem você

Dessa vez você vai ver
Que eu não vou te procurar
Vai doer demais em mim
Mas preciso te evitar
Quero um tempo pra pensar
E arrumar as emoções
Cada coisa em seu lugar
E esquecer recordações

Tô sofrendo de saudade
Precisando te esquecer
Se é difícil a realidade
Mais difícil sem você

E eu sem você, e você sem mim
Foi você quem quis e escolheu assim
É amor demais dentro do meu peito
Não dá pra segurar
Mas eu sem você
Tenho que ficar

Desta vez você vai ver
Quando a solidão chegar
E o ciúme te morder
Quando eu não telefonar

Desabafo

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Estrela da minha vida

Há uma estrela na vida
Que sempre nos guia
O bem nos conduz
Estrela que nunca é esquecida
De noite e de dia
Que tem sempre luz
Há uma estrela na vida
Que sempre nos guia
Com rumo a Jesus

Estrela benfaseja
Que eu amo e adoro
Que eu beijo e me beija
Que sofre e deseja
Chorar quando eu choro
Estrela que redime
Os nossos pecados
Em seu peito oprime
A honra e o crime
Que são igualados
Estrela tão branquinha
Que eu fiz dessa cor
Estrela tão velhinha
Que é minha e só minha
Tão cheia de amor
Estrela a quem imploro
Que é Santa também
Que eu amo é adoro
Que chora se eu choro
Só tu minha mãe



quarta-feira, 31 de março de 2010

Teus olhos castanhos



Francisco José foi o cantor romântico por excelência, nos meus tempos de infância. Como é habitual nestas circunstâncias havia sempre um rival para dividir, neste caso era o Rui de Mascarenhas, que dividiam os adeptos.

Lembro de miúdo cantar esta canção e a Estrela da minha vida, que gostava muito de interpretar e dedicar à minha mãe.

Francisco José era alentejano de Évora, cidade onde nascera em 1924, (era irmão do cientista Galopim de Carvalho).

Este olhos castanho são o seu tema de arranque para o êxito, que gravou em 1951.

Uma grande parte da sua carreira decorreu no Brasil.

Veio a falecer em 1988, com 64 anos.


Os meus agradecimentos a olivaisblue

sábado, 27 de março de 2010

Aimer à perdre la raison

Aimer à perdre la raison
Aimer à n'en savoir que dire
A n'avoir que toi d'horizon
Et ne connaître de saisons
Que par la douleur du partir
Aimer à perdre la raison

Ah c'est toujours toi que l'on blesse
C'est toujours ton miroir brisé
Mon pauvre bonheur, ma faiblesse
Toi qu'on insulte et qu'on délaisse
Dans toute chair martyrisée

Aimer à perdre la raison
Aimer à n'en savoir que dire
A n'avoir que toi d'horizon
Et ne connaître de saisons
Que par la douleur du partir
Aimer à perdre la raison

La faim, la fatigue et le froid
Toutes les misères du monde
C'est par mon amour que j'y crois
En elle je porte ma croix
Et de leurs nuits ma nuit se fonde

Aimer à perdre la raison
Aimer à n'en savoir que dire
A n'avoir que toi d'horizon
Et ne connaître de saisons
Que par la douleur du partir
Aimer à perdre la raison

domingo, 21 de março de 2010

Chant des Partisans

O Chant des Partisans foi a canção mais popular da França Livre, durante a II Guerra Mundial.

A peça foi escrita e colocada em Londres em 1943 Maurice Druon escreveu a letra em francês. Foi cantada por Anna Marly, transmitido pela BBC e aprovado pelo maquis.

Depois da guerra, Chant des Partisans era tão popular,que foi proposto para hino nacional para a França. Tornou-se por um curto enquanto o hino oficial nacional, ao lado do oficial de La Marseillaise.

Marc Ogeret nasceu em 1932 em Paris e começou a cantar canções de Leo Ferrer e depois canções da resistência como esta.

É também um grande sindicalista e contribuiu grandemente para os direitos dos artistas intérpretes ou executantes.



Ami, entends-tu le vol noir des corbeaux sur nos plaines ?
Ami, entends-tu les cris sourds du pays qu'on enchaîne ?
Ohé partisans, ouvriers et paysans, c'est l'alarme !
Ce soir l'ennemi connaîtra le prix du sang et des larmes.
Montez de la mine, descendez des collines, camarades,
Sortez de la paille les fusils, la mitraille, les grenades ;
Ohé les tueurs, à la balle et au couteau tuez vite !
Ohé saboteur, attention à ton fardeau, dynamite ...
C'est nous qui brisons les barreaux des prisons, pour nos frères,
La haine à nos trousses, et la faim qui nous pousse, la misère.
Il y a des pays où les gens au creux du lit font des rêves
Ici, nous, vois-tu, nous on marche et nous on tue, nous on crève.
Ici chacun sait ce qu'il veut, ce qu'il fait, quand il passe ;
Ami, si tu tombes, un ami sort de l'ombre à ta place.
Demain du sang noir séchera au grand soleil sur les routes,
Sifflez, compagnons, dans la nuit la liberté vous écoute.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Que serais-je sans toi

O cantor Jean Ferrat, um dos símbolos da música de protesto na França, morreu do dia 13 de Março deste ano. aos 79 anos no departamento de Ardèches, no sul do país, vítima de uma longa doença.

Autor de mais de 200 canções, Ferrat era um dos grandes nomes da esquerda do país, especialmente do Partido Comunista Francês (PCF), mesmo antes de ganhar fama, em 1964, com o disco "La Montagne".

Entre seus trabalhos mais importantes estão também "Nuit et Brouillard", mesmo título em francês do filme "Noite e Neblina" (1955), e "Aimer à Perdre la Raison".

Batizado pelo público como "o cantor do PCF", Ferrat sempre lembrava que não tinha a carteira do partido e que era apenas um simpatizante.

Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un cœur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement
J'ai tout appris de toi sur les choses humaines
Et j'ai vu désormais le monde à ta façon
J'ai tout appris de toi comme on boit aux fontaines
Comme on lit dans le ciel les étoiles lointaines
Comme au passant qui chante on reprend sa chanson
J'ai tout appris de toi jusqu'au sens du frisson
Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un cœur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement
J'ai tout appris de toi pour ce qui me concerne
Qu'il fait jour à midi qu'un ciel peut être bleu
Que le bonheur n'est pas un quinquet de taverne
Tu m'as pris par la main dans cet enfer moderne
Où l'homme ne sait plus ce que c'est qu'être deux
Tu m'as pris par la main comme un amant heureux
Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un cœur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement
Qui parle de bonheur a souvent les yeux tristes
N'est-ce pas un sanglot de la déconvenue
Une corde brisée aux doigts du guitariste
Et pourtant je vous dis que le bonheur existe
Ailleurs que dans le rêve ailleurs que dans les nues
Terre terre voici ses rades inconnues
Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un cœur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement

terça-feira, 2 de março de 2010

Quero beijar-te as mãos

Anisio Silva nasceu em 29 de julho de 1920,morreu em 18 de fevereiro de 1989 de enfarto

Quero beijar-te as mãos minha querida
Senta junto de mim, vem por favor
És o maior elevo da minha vida
És o reflorir do meu amor

Sinto nesta ansiedade
Que minha alma invade
Que me faz sofrer
A luz de um divinal querer
Eterna glória de viver

Se tu me quiseres tanto
Quanto eu que vivo para te adorar
Será um mudo de esplendor
O nosso amor

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Coração vagabundo

Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por meus sonhos sem dizer adeus
Sem dizer adeus
E fez dos olhos meus
Um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Naquela mesa

Elizeth Moreira Cardoso nasceo no Rio de Janeiro, 16 de julho de 1920, onde tambem morreu a 7 de maio de 1990

Elizeth, A Divina, é considerada como uma das maiores intérpretes da canção brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica.

Elizeth, A Divina, é considerada como uma das maiores intérpretes da canção brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica.

Desde cedo precisou trabalhar e, entre 1930 e 1935, foi balconista, funcionária de uma fábrica de saponáceos e cabeleireira, até que o talento foi descoberto aos dezesseis anos, quando comemorava o aniversário. Foi então convidada para um teste na Rádio Guanabara, pelo chorão Jacob do Bandolim.

Apesar da oposição inicial do pai, apresentou-se em 1936 no Programa Suburbano, ao lado de Vicente Celestino, Araci de Almeida, Moreira da Silva, Noel Rosa e Marília Batista. Na semana seguinte foi contratada para um programa semanal na rádio.

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre
O que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória
Eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente
O que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto
Uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto doi a vida
Essa dor tão doída
Não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala
No seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele
Tá doendo em mim,
Naquela mesa tá faltanto ele
E a saudade dele
Tá doendo em mim.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Saia do caminho

Aracy Teles de Almeida nasceu no Rio de Janeiro a 19 de Agosto de 1914 e morreu na sua cidade a 20 de junho de 1988

Teve grande convivência com o compositor Noel Rosa.

Cantava samba, mas era apreciadora de música clássica e se interessava por leituras de psicanálise, além de ter em sua casa quadros de importantes pintores brasileiros como Aldemir Martins e Di Cavalcanti, com quem mantinha amizade.

Os que conviviam com ela, na intimidade ou profissionalmente, viam-na como uma mulher esclarecida. Tratada por amigos pelo apelido de "Araca", Noel Rosa disse, em entrevista para A Pátria, em 4 de janeiro de 1936: "Aracy de Almeida é, na minha opinião, a pessoa que interpreta com exactidão o que eu produzo".

Foi, ao lado de Carmen Miranda, a maior cantora de sambas dos anos 30

Junte tudo que é seu, seu amor, seus trapinhos
Junte tudo o que é seu e saia do meu caminho
Nada tenho de meu
Mas prefiro viver sozinha

Nosso amor já morreu
E a saudade se existe é minha
Fiz até um projecto, no futuro, um dia
No nosso mesmo tecto
Mais uma vida vingaria
Fracassei novamente
Pois sonhei, mas sonhei em vão
E você francamente, decididamente
Não tem coração


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tive sim

Magnífico Cartola, tardio a deixarem que se revelasse, mas ainda hoje influente e recordado na música brasileira

Tive, sim
Outro grande amor antes do teu
Tive, sim
O que ela sonhava eram os meus sonhos e assim
Íamos vivendo em paz
Nosso lar, em nosso lar sempre houve alegria
Eu vivia tão contente
Como contente ao teu lado estou
Tive, sim
Mas comparar com o teu amor seria o fim
E vou calar
Pois não pretendo amor te magoar

sábado, 30 de janeiro de 2010

Pra dizer adeus

Nana Caymmi é para mim uma das melhores interpretes brasileiras, aqui canta com Edú Lobo esta composição de que é autor

Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinha
Tão sozinha amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Deste meu caminho
Ah! Pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto, eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus
Ah! Pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto, eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Viens ma brune

Um grade exito de 1965, como foram todos os outros que Adamo interpretou nessa altura

Viens, viens ma brune
Viens écouter la mer
Elle murmure à la dune
Le chant d'un autre univers

Viens, viens ma brune
Cachons-nous sans un bruit
Car les vagues une à une
Vont célébrer la nuit

C'est le moment de faire serment
Que pour notre amour nous prenions les armes
Qu'il dure au delà des tourments et des larmes
Tu sais il est passé le temps
Où les gens nous traitaient de gosses
Et si notre amour fut précoce
Il n'en est que plus pur que plus vrai maintenant

Entends ma brune
Entends ce doux concert
Mélodie si commune
Aux gens qui ont souffert

Tu es ma brune
Mon bijou le plus cher
Tu es toute ma fortune
Viens écouter la mer