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domingo, 27 de abril de 2008

Menina dos olhos de água

Pedro Barroso nasceu em 1950, estreou-se em público no Zip-Zip em 1969

prémio para a melhor canção de 1987 (Menina dos Olhos d'água),

Menina, em teu peito sinto o Tejo,
E vontades marinheiras de aproar.
Menina, em teus lábios sinto fontes,
De água doce, que corre sem parar.
Menina, em teus olhos vejo espelhos,
E em teus cabelos, nuvens de encantar.
E em teu corpo inteiro sinto feno,
Rijo e tenro que nem sei explicar.

Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar,
Que eu só por mim quero te tanto,
Que não vai haver menina para sobrar.

Aprendi nos 'esteiros' com Soeiro
E aprendi na 'fanga' com Redol
Tenho no rio grande, o mundo inteiro,
E sinto o mundo inteiro no teu colo.

Aprendi a amar a madrugada,
Que desponta em mim quando sorris,
És um rio cheio, de água lavada,
E dás rumo à fragata que escolhi.

Se houver, alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar,
Que eu só por mim quero te tanto.
Que não vai, haver menina para sobrar.

Para ver e ouvir clicar>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui

terça-feira, 22 de abril de 2008

A noite do meu bem


Adiléa da Silva Rocha - a nossa Dolores Duran - nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 07 de junho de 1930.

Foi, com certeza uma das maiores representantes do samba-canção brasileiro. Começou a cantar muito cedo - seu primeiro prémio foi aos seis anos de idade.
Aos 15 seu pai morreu - e a menina Adiléa teve que sustentar sua família, cantando, que é o que ela melhor sabia fazer.

Autodidacta, dominou o inglês, francês, italiano e espanhol ouvindo músicas, a ponto de Ella Fitzgerald lhe dizer que foi em sua voz a melhor interpretação que ela já havia ouvido de My Funny Valentine - um clássico da música norte-americana.

Em 1957 - então com 27 anos e recém separada de um casamento desastroso, - Tom Jobim (um estreante!) mostra-lhe uma composição em parceria com Vinícius de Moraes.

Ao ouvir a melodia, Dolores pega um lápis e escreve Por Causa de Você - e manda um bilhete a Vinícius pedindo-lhe para concordar com a nova letra - e Vinícius prefere a de Dolores.


A partir daí compõe, nos seus últimos dois anos de vida, algumas das mais lindas, tristes e ternas músicas da MPB, como Castigo, A Noite do Meu Bem, Olha o Tempo Passando e Estrada do Sol, entre outras tantas.

Em 23 de outubro de 1959, com 29 anos, chega em casa às 7:00 da manhã, e diz a sua empregada: "Não me acorde. Estou cansada. Vou dormir até morrer".

Créditos : MPB net

Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
Quero a primeira estrela que vier

Para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero a paz de criança dormindo

Quero o abandono de flores se abrindo

Para enfeitar a noite do meu bem


Quero a alegria de um barco voltando

Quero a ternura de mãos se encontrando

Para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero o amor, o amor mais profundo

Eu quero toda beleza do mundo

Para enfeitar a noite do meu bem

Mas como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar

Toda ternura que eu quero lhe dar


caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Aqui



sábado, 19 de abril de 2008

Je t aime

Insisto na ideia que esta miúda a Lara Fabian, é um talento

D'accord, il existait d'autres façons de se quitter
Quelques éclats de verre auraient peut-être pu nous aider
Dans ce silence amer, j'ai décidé de pardonner
Les erreurs qu'on peut faire à trop s'aimer
D'accord la petite fille en moi souvent te réclamait
Presque comme une mère, tu me bordais, me protègeais
Je t'ai volé ce sang qu'on aurait pas dû partager
A bout de mots, de rêves je vais crier
Je t'aime, je t'aime
Comme un fou comme un soldat
comme une star de cinéma
Je t'aime, je t'aime
Comme un loup, comme un roi
Comme un homme que je ne suis pas
Tu vois, je t'aime comme ça
D'accord je t'ai confié tous mes sourires, tous mes secrets
Même ceux, dont seul un frère est le gardien inavoué
Dans cette maison de pierre, Satan nous regardait danser
J'ai tant voulu la guerre de corps qui se faisaient la paix
Je t'aime, je t'aime
Comme un fou comme un soldat
comme une star de cinéma
Je t'aime, je t'aime
Comme un loup, comme un roi
Comme un homme que je ne suis pas
Tu vois, je t'aime comme ça

Par ver o video clicar >>>>>>>>>>> aqui

quinta-feira, 17 de abril de 2008

João e Maria


Fantástica a emoção de ouvir o Chico cantar e como deve ser gratificante para ele, ouvir como as pessoas amam aquilo que ele diz, embalado pela singeleza da sua música
.
Como são belas as coisas simples.

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Sim, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim

Para vr e ouvir clicar >>>>>>>>>>>>>>>> aqui

quinta-feira, 10 de abril de 2008

The Boxer

I am just a poor boy
though my stories seldom told
I have squandered my existence
for a pocket full of mumbles such are promises
all eyes in just still a man hears
what he wants to ear and disregards the rest

When I left my home and my family
I was no more than a boy
in the company of strangers
in the quiet of the railwaystation running scared
laying low, seeking aout the poorer quarters
where the ragged people go
looking for the places only they would know.

(chorus)
lie la lie...

asking only workmans wages
I come looking for a job but I get no offers
just a come on from the whores on 7th avenue
I do declare
there where times when I was so lonesome
I took some comfort there
la la lie lie lie lie lie

(chorus)

now I'm laying out my winter clothes
and wishing I was gone going home
where the New York city winters aren't bleeding me
leading me, going home

In the clearing stands a boxer
and a fighter by his trade
and he carrys the reminders
of every glove that layed him down
or cut him till he cried out
in his anger and his shame
I am leaving I am leaving
but the fighter still remains