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domingo, 6 de setembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
domingo, 26 de janeiro de 2014
sábado, 12 de setembro de 2009
Pão de pedras
de lançar o grão à terra
n´é com ervas da regueira
que a gente ganha a guerra
Verdes campos verdes prados
p´la minha mão aqui plantei
vejo estevas vejo cardos
crescerem desde que abalei
A cavar em terra allheia
ganho pedras não sementes
não sei fazer pão de pedras
p´ra fome que a gente sente
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sábado, 24 de janeiro de 2009
Esperança
Se quiseres partir amanhã
eu paro o mundo
com facilidade assim
com esta mão
e então descobriremos
o mais profundo fundo que há no mundo
que é no irmos fundo às coisas
que há razão
de verdades consumadas me consomem
de falácias bem montadas me alimentam
mas meu filho mora o reino do futuro
que é mais duro
e não vai ser com palavras
que o contentam
Se a morte lenta te rebenta sob a pele
a cada dia
e se no teu braço apenas sentes a força
de um cansaço organizado
mas manténs na tua fronte a dúvida
e o gosto pelo longe e a maresia
e se sentes no teu peito de criança
a alma de um sonho amordaçado
se quiseres partir amanhã
eu paro o mundo
com facilidade assim
com esta mão
e então descobriremos o mais profundo
fundo que há no mundo
que é no irmos fundo às coisas que há razão
(iste mundus furibundus falsa prestat gaudia
quia fluunt et decurrunt ceu campi lilia
Laus mundana vita vana vera tillit premia
nam impellit et submergit animas in tartara)
sábado, 20 de dezembro de 2008
Bonita
que ali havia gente de verdade
depois fugi-te pelo corpo acima
medi-te na boca a intensidade
senti que ali dentro havia um tigre
naquele repouso havia movimento
olhei-te e no sol havia pedras
parámos ambos como se parasse o tempo
parámos ambos como se parasse o tempo
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
atrevi-me a mergulhar nos teus cabelos
respirando o espanto que me deras
ali havia força havia fogo
havia a memória que aprenderas
senti no corpo todo um arrepio
senti nas veias um fogo esquecido
percebemos num minuto a vida toda
sem nada te dizer ficaste ali comigo
sem nada te dizer ficaste ali comigo
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
falavas de projectos e futuro
de coisas banais frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro
vestia nos teus dedos capa e espada
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim pessoas
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Companheira
Deixei pousar minha boca em tua fronte
toquei-te a pele como se fosses harpa
escorreguei em teu ventre como o vento
e atravessei-te em mim como se fosse farpa
Deixei crescer uma vontade devagar
deixei crescer no peito um infinito
morri da morte lenta do desejo
e em cada beijo abafei um grito
Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira
Inventei mil paisagens no teu peito
rebentei de loucura e fantasia
quando me olhavas devagar com esse jeito
e eu descobri tanta coisa que não vias
Havia em ti uma forma grande de incerteza
que conseguias converter em alegria
havia em ti um mar salgado de beleza
que me faz sentir saudades em cada dia
Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira
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domingo, 27 de abril de 2008
Menina dos olhos de água
prémio para a melhor canção de 1987 (Menina dos Olhos d'água),
Menina, em teu peito sinto o Tejo,
E vontades marinheiras de aproar.
Menina, em teus lábios sinto fontes,
De água doce, que corre sem parar.
Menina, em teus olhos vejo espelhos,
E em teus cabelos, nuvens de encantar.
E em teu corpo inteiro sinto feno,
Rijo e tenro que nem sei explicar.
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar,
Que eu só por mim quero te tanto,
Que não vai haver menina para sobrar.
Aprendi nos 'esteiros' com Soeiro
E aprendi na 'fanga' com Redol
Tenho no rio grande, o mundo inteiro,
E sinto o mundo inteiro no teu colo.
Aprendi a amar a madrugada,
Que desponta em mim quando sorris,
És um rio cheio, de água lavada,
E dás rumo à fragata que escolhi.
Se houver, alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar,
Que eu só por mim quero te tanto.
Que não vai, haver menina para sobrar.
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As nossas cantigas
- **A cantiga é uma arma
- **A morte saíu à rua
- **A valsa dos amantes
- **Acordai
- **Adeus
- **Adeus tristeza
- **Aimer à perdre la raison
- **Alerta
- **Balada de Outono
- **Bonita
- **Canta amigo canta
- **Cantar de emigração
- **Canção de embalar
- **Canção sem maneiras
- **Cavalo à solta
- **Chuva
- **Companheira
- **Encontro às 10
- **Era um redondo vocábulo
- **Esperança
- **Estrela da minha vida
- **Eu vi este povo a lutar
- **Eu vim de longe
- **FMI
- **Fado triste
- **Florbela Espanca por Eunice Muñoz
- **Lira
- **Livre
- **Lua branca
- **Lua nha feiticeira
- **Menina dos olhos de água
- **Música do mar
- **Ninguém foge ai seu destino
- **O barco vai de saída
- **Pedra Filosofal
- **Pão de Pedras
- **Queixa das almas jovens censuradas
- **Rosalinda
- **Teus olhos castanhos
- **Traz outro amigo também
- **Trova do vento que passa
- **Valsa das paixões
- **Vampiros