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domingo, 17 de maio de 2009

Adeus tristeza

Na minha vida tive palmas e fracassos
Fui amargura feita notas e compassos
Aconteceu-me estar no palco atrás do pano
Tive a promessa de um contrato por um ano
A entrevista que era boa
E o meu futuro foi aquilo que se viu

Na minha vida tive beijos e empurrões
Esqueci a fome num banquete de ilusões
Não entendi a maior parte dos amores
Só percebi que alguns deixaram muitas dores
Fiz as cantigas que afinal ninguém ouviu
E o meu futuro foi aquilo que se viu

Adeus tristeza, até depois
Chamo-te triste por sentir que entre os dois,
Não há mais nada pra fazer ou conversar,
Chegou a hora de acabar.

Na minha vida fiz viagens de ida e volta
Cantei de tudo por ser um cantor à solta
Devagarinho num couplé pra começar,
Com muita força no refrão que é popular,
Mas outra vez a triste sorte não sorriu,
E o meu futuro foi aquilo que se viu.


Na minha vida, fui sempre um outro qualquer
Era tão fácil, bastava apenas escolher,
Escolher-me a mim, pensei que isso era vaidade,
Mas já passou, não sou melhor mas sou verdade,
Não ando cá para sofrer, mas para viver
E o meu futuro há-de ser o que eu quiser.


Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui

terça-feira, 4 de março de 2008

Cavalo à solta

Fernando Tordo nasceu em 29 de Março de 1948, está portanto a dias de fazer 60 anos, parecendo "quase" impossível, estar tanbém a fazer 44 anos de carreira. Durante largos anos fez parceria com o grande poeta José Carlos Ary dos Santos, e este Cavalo Solta (uma das canções da minha vida) é um exemplo entre muitos, dessa produção conjunta criado em 1971. Depois da morte de Ary dos Santos, alguns terão pensado que seria o fim de Fernando Tordo, enquanto artísta. Puro engano o grande talento dele impôs-se e continuou o seu caminho com muitas coisas belíssimas. Minha laranja amarga e doce Meu poema feito de gomos de saudade Minha pena pesada e leve Secreta e pura Minha passagem para o breve Breve instante da loucura Minha ousadia, meu galope, minha rédia, Meu potro doido, minha chama, Minha réstia de luz intensa, de voz aberta Minha denúncia do que pensa Do que sente a gente certa Em ti respiro, em ti eu provo Por ti consigo esta força que de novo Em ti persigo, em ti percorro Cavalo à solta pela margem do teu corpo Minha alegria, minha amargura, Minha coragem de correr contra a ternura Minha laranja amarga e doce Minha espada, poema feito de dois gumes Tudo ou nada Por ti renego, por ti aceito Este corcel que não sossego À desfilada no meu peito Por isso digo canção castigo Amêndoa, travo, corpo, alma Amante, amigo Por isso canto, por isso digo Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo Minha alegria, minha amargura Minha coragem de correr contra a ternura Minha ousadia, minha aventura Minha coragem de correr contra a ternura Minha alegria, minha amargura Minha coragem de correr contra a ternura Minha ousadia, minha aventura Minha coragem de correr contra a ternura Minha alegria, minha aventura Minha coragem de correr contra a ternura